Depois de 5 anos e processo no STF, alagoano é nomeado como delegado em AL
   Wanessa  Oliveira  │     11 de setembro de 2018   │     13:35  │  1

O contínuo estado de alerta e o empenho do alagoano Sidney Tenório foram decisivos para a realização do seu sonho: voltar para Alagoas como delegado de Polícia Civil do Estado. O processo, entretanto, não foi fácil. Foi preciso chegar ao Supremo Tribunal Federal para que, com trânsito em julgado, a nomeação fosse enfim publicada no Diário Oficial do Estado.

Ainda estudante do curso de Jornalismo, Sidney Tenório conquistou a primeira aprovação como agente da Polícia Civil de Alagoas. Após a graduação, iniciou uma rotina diária que incluía: atuação na imprensa no período da manhã, Polícia Civil no turno da tarde e, logo ao fim do dia, o curso de Direito. Em meio ao cotidiano de curso e trabalho, passou a estudar para delegado da Polícia Civil, conquistando o segundo lugar no estado do Maranhão, e uma aprovação em Alagoas, um pouco abaixo da linha de vagas.

“O concurso foi no fim de 2012. Entrei com recurso em 2013, e consegui liminar na primeira instância em Alagoas, de modo que fiz o curso de formação. Como fui aprovado também no Maranhão, para delegado, optei por não pedir cumprimento da liminar, não assumindo na condição de sub judice e deixando o processo seguir o caminho natural enquanto eu estava no Maranhão, com um salário inclusive maior”, relata. “Mesmo ficando longe da família por um tempo, optei por ficar no Maranhão, mas nunca deixei de ficar acompanhando o processo”.

A sentença a que Tenório buscava se tratava do pedido de anulação de uma questão de concurso, o que lhe renderia mais dois pontos e uma mudança de posição decisiva no concurso. “O TJ confirmou a sentença, e depois o Estado recorreu para o STF. Em meados de junho deste ano, o processo encerrou no Supremo e retornou para Alagoas. Agora o Estado deu cumprimento à decisão com nomeação”.

Nomeado, o delegado agora pede exoneração no Maranhão, onde permaneceu por quatro anos, e já retorna para Alagoas com uma série de aprendizados e uma série de expectativas, agora, respondidas. Os quatro anos no Maranhão já foram um sonho realizado, mas também havia saudade da família, expectativa de ser chamado voluntariamente por parte do Governo o que não se concretizou. Ficou, então, a expectativa do trânsito em julgado, que agora termina depois de cinco anos, conta. “O motivo principal é a família. Além do fato de ser alagoano, e já ter feito parte da instituição da Polícia Civil de Alagoas. O fato de voltar com concurso tem peso significativo”.

A importância do recurso

Entre os aprendizados levantados, Sidney Tenório reforça como a decisão de ter recorrido de uma questão foi fundamental para o resultado. “Foi nomeação judicial. Acho que mostrou que vale sim recorrer de questões, de não deixar a coisa toda. Às vezes, você faz a prova e perde por uma questão, ou acha que perdeu, e você recorre. No meu caso, fui até o Supremo, e depois de quase cinco anos de processo, o Supremo me deu ganho de causa”.

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